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sábado, 11 de agosto de 2012

We are the world - Michael Jackson

O Psicológico da Criança Hospitalizada

O SUPORTE PSICOLOGICO E À CRIANÇA HOSPITALIZADA: O IMPACTO DA HOSPITALIZAÇÃO NA CRIANÇA E EM SEUS FAMILIARES

Dayana Lima Dantas Valverde

INTRODUÇÃO

A psicologia hospitalar é o campo da ciência de compreensão que objetiva os aspectos psicológicos em torno do adoecimento. A experiência do adoecimento é vivida de forma subjetiva em cada sujeito. A intervenção hospitalar tenta minimizar o sofrimento e seqüelas emocionais que permeiam os aspectos saúde-doença do processo de hospitalização.

O hospital é uma instituição onde existem suas próprias regras e estrutura. Projetado e ou planejado para tratar a doença, o somático, nem sempre leva em conta as necessidades biopsicossociais do sujeito que ali se encontra. De acordo com essa estrutura, o bem estar psicológico do paciente não é o principal objetivo do atendimento e sim prestar socorro àquele que tem um sofrimento relacionado com o biológico e o orgânico.
Embora a palavra hospital venha da palavra hospitalidade, muitos pacientes não o consideram como local hospedeiro. O bem estar psicológico do paciente não é o principal objetivo do atendimento e sim prestar socorro aquele que tem um sofrimento relacionado com o biológico e o orgânico. Os pacientes são distribuídos por unidades de acordo com seu diagnóstico e, então, são submetidos a normas e rotinas rígidas e inflexíveis, favorecendo um ambiente de solidão e isolamento, independente da gravidade da doença, gerando sentimentos como ansiedade, insegurança, angústia e medo.
A doença tende a tirar a pessoa da sua rotina, de suas atividades de lazer, do convívio com a família e dos amigos. A experiência de estar doente é sentida de forma única. O hospital separa a criança do seu ambiente familiar e entes queridos, seus pais ou responsáveis autorizam essa separação confiando na necessidade de internamento, assim o hospital representa para a criança um ambiente desconhecido e impessoal, restrito de possibilidades de atividades como o brincar, sendo um lugar muitas vezes de solidão, tristeza, saudade de casa, da escola, amigos e familiares. Diante disso pergunta-se: Como a hospitalização pode afetar emocionalmente a criança e seus familiares?
É possível que, com estratégias de apoio emocional ao paciente, sua família, e uma interação mais adequada e interdisciplinar com a equipe assistencial, as crianças possam elaborar suas fantasias, retomando seu equilíbrio psíquico e lidando com seus temores ocultos.

Não somente a criança, mas também os familiares passam por momentos de angústia diante da internação, sendo muitas vezes despertados sentimentos de culpa e de perda. Estas experiências e sentimentos, a mudança brusca na rotina da criança e sua família precipitam uma série de conseqüências. Quando uma criança adoece toda a família adoece junto e o suporte psicológico oferecido para criança bem como a sua família, tentará minimizar alguns fatores estressantes.

A família representa um grupo organizado, uma estrutura. Quando surge uma doença, percebe-se a desestrutura do grupo familiar, estes estão diante de acontecimentos de perda de controle, incertezas e vulnerabilidade, tornando esse momento de hospitalização estressante e angustiante.

O psicólogo hospitalar analisará como o ambiente hospitalar pode afetar emocionalmente a criança hospitalizada, bem como seus familiares, objetivando identificar os fatores emocionais relevantes diante da hospitalização, verificando a importância do trabalho interdisciplinar da equipe assistencial, bem como as estratégias de enfrentamento durante a hospitalização como suporte emocional, deixando claro seu papel diante da hospitalização da criança e seus familiares.

Essa pesquisa tem cunho bibliográfico, exploratório e descritivo, dentro de uma abordagem qualitativa sobre hospitalização e crianças.

O Surgimento das Classes Hospitalares

INTRODUÇÃO

Partindo-se do pressuposto, que a ação do pedagogo antes era uma tarefa limitada ao espaço escolar, e que, com o avanço de estudos na área da educação, sua prática se expandiu e está relacionada à educação em geral, propusemo-nos, através de pesquisas bibliográficas relacionadas à temática defendida, detectar como se legitima a ação do pedagogo no cotidiano de um espaço não-escolar; no caso, o ambiente hospitalar. Assim, estamos também procurando conhecer melhor a ação do supervisor em um espaço que não é a escola e analisar a atuação legítima desses profissionais nessa nova estrutura.
A prática do pedagogo na Pedagogia Hospitalar poderá ocorrer em ações inseridas nos projetos e programas nas seguintes modalidades de cunho pedagógico e formativo: nas unidades de internação; na ala de recreação do hospital; para as crianças que necessitarem de estimulação essencial; com classe hospitalar de escolarização para continuidade dos estudos e também no atendimento ambulatorial. A Pedagogia Hospitalar busca modificar situações e atitudes junto ao enfermo, as quais não podem ser confundidas com o atendimento à sua enfermidade. Isso exige cuidado especial no desenvolvimento das atividades.
Quanto à Pedagogia Hospitalar caberá: o efetivo envolvimento com o doente; modificação no ambiente em que está envolvido; modalidades de ação e intervenção; programas adaptados às capacidades e disponibilidades do enfermo. Essa prática não só é possível na atualidade, como é importantíssima, de acordo com os teóricos apresentaremos. Segundo Pimenta (2001) faz se necessário apresentar alguns indicativos para a formação do pedagogo como sendo um profissional que:
"Atue como gestor/ pesquisador/ coordenador de diversos projetos educativos, dentro e fora da escola: pressupondo sua atuação em atividades de lazer comunitário; em espaços pedagógicos nos hospitais e presídios; na formação de pessoas dentro das empresas; que saiba organizar processos de formação de educadores de ONGs; que possa assessorar atividades pedagógicas nos diversos meios de comunicação como TV, rádio, Internet, quadrinhos, revistas,editoras, tornando mais pedagógicas campanhassociais educativas sobre violência, drogas, AIDS, dengue;que esteja habilitado à criação e elaboração de brinquedos,materiais de auto-estudo, programas de educação distância; que organize, avalie e desenvolva pesquisas educacionais em diversos contextos sociais; que planeje projetos culturais e afins.
Para realização desta atividade, utilizamos como eixo norteador uma monografia que fala sobre á temática aqui abordada, entre outras referências bibliográficas para complementar nosso embasamento teórico. O Hospital que usamos como referencia para este artigo, é o Hospital Municipal Jesus, que fica localizado na rua 8 de Dezembro 717,Maracanã200550-200, onde veremos como se dáá atuação do pedagogo neste ambiente.

BREVE HISTORICO SOBRE CLASSE HOSPITALAR

O surgimento da Classe Hospitalar no Brasil e em alguns paises de grande desenvolvimento industrial e econômico, como Inglaterra, o Canadá e os Estados Unidos, foi resultado de estudos acadêmicos que desde o inicio deste século se ocuparam em direcionar atenção devida á preocupação com as crianças hospitalizadas.
A Segunda Guerra Mundial foi de grande importância à presença da escola dentro dos hospitais, pois o grande número de crianças e adolescentes atingidos, mutilados e impossibilitados de ir às escolas fez criar um engajamento dos médicos, incentivando a escola em seu hospital. No entanto, foi com a ajuda de religiosos e voluntários que essa escola ganhou espaço na sociedade, sendo difundido por toda a Europa.
No Brasil, em 1950 na cidade do Rio de Janeiro, o Hospital Municipal Jesus foi o primeiro a desenvolver atividades em classe hospitalar, que está em funcionamento até os dias de hoje. Mas foi somente com a publicação do Estatuto da Criança e do Adolescente (1990) que houve o reconhecimento oficial e o aumento significativo desta atividade dentro das instituições de saúde pública em nossos pais.
Com essa nova modalidade de atendimento, surge a necessidade de formular propostas para uma política voltada para as necessidades pedagógico-educacionais e os direitos à educação e à saúde deste público nesta fase transitória de suas vidas.
A proposta da Classe Hospitalar é dar continuidade às atividades escolares das crianças e adolescentes internados, da educação infantil ao ensino médio, de maneira que haja interação harmoniosa entre as ações educativas a serem realizadas de acordo com a realidade hospitalar.
A legislação Brasileira reconheceu, por meio da resolução nº41 de 31 de Outubro de 1995, do Conselho Nacional da Criança e do Adolescente, os Direitos da Criança e do Adolescente Hospitalizado. A Secretaria de Educação Especial do Mec denominou Classe Hospitalar como uma das modalidades de atendimento especial conceituando-a como: "ambiente Hospitalar que possibilita o atendimento educacional de crianças e jovens internados, que necessitam de educação especial ou que estejam em tratamento." (MEC/SEEESP, 1994). Segundo Ceccim(1999) :
"Apesar de ser na Política Nacional de Educação Especial (MEC/SEEESP, 1994/1995) que a educação em hospital aparece como modalidade de ensino e de onde decorre a nomenclatura, conclui-se que: esta oferta educacional não se resume ás crianças com transtornos do desenvolvimento, como já nos foi passado (anos 50 e 80), mas também ás crianças em situação de risco ao desenvolvimento, como é o caso da internação Hospitalar".
Considera-se o perfil de compromisso que a educação assume com a proposta de resgatar a possibilidade do educando em dar continuidade aos seus estudos conforme expresso no parágrafo 2º, art. 58 na Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional – LDB nº9. 394/96:"O atendimento será feito em classes, escolas, ou serviços especializados sempre que, em função das condições especificas do aluno não for possível a sua integração nas classes comuns de ensino regular".
Nem todos os hospitais dispõem de um espaço exclusivo como salas de aula, para que possam desenvolver esse atendimento pedagógico afim de que os pacientes possam ter suas necessidades educacionais atendidas. Para cada criança o tempo de permanência no hospital é diferente duração, o que não altera o seu objetivo.
A seriação escolar e/ou aproveitamento na aprendizagem apresentados pelos pacientes sofrem alguma variação. Assim, por exemplo, podem-se ter dois pacientes, ambos da 4º série do ensino fundamental e encontrar-se um deles bastante defasado em relação ao outro. Por conta disso, a Classe Hospitalar na batalha da obrigatoriedade e da evasão escolar, uma vez que passa por esse atendimento de ensino há uma contribuição ou para reingresso desta criança na sua escola de origem ou o seu encaminhamento para matricula após a alta. Segundo Barros (1999):"A trajetória acadêmica de muitos pacientes é permeada pela evasão, pelo ingresso tardio, ou pela exclusão promovida pelo próprio sistema educacional".
O objetivo de oferecer acompanhamento curricular deve prever que todas as áreas do conhecimento sejam contempladas. Por conta disto, o processo de ensino-aprendizagem de conteúdos promovidos nas enfermarias e classes, possuem um caráter individualizante. Para Ortiz(1999):"A classe hospitalar é uma abordagem de educação ressignificada como prioridade, ao lado do tratamento terapêutico".
Trabalhar junto a crianças e adolescentes hospitalizados é um desafio que implica em descobrir estratégias diferenciadas e adaptáveis à realidade e necessidade de cada um, por exemplo, como abordar e provocar neles interesse em aprender, diante de uma doença grave.

A ATUAÇÃO DO PEDAGOGO EM CLASSE HOSPITALAR

O Hospital Municipal Jesus, atende com classe hospitalar desde 14 de Agosto de 1950, um exemplo deste trabalho é o caso de um aluno portador de doença renal, precisando se submeter à diálise, três vezes por semana, num hospital distante de sua residência por não ter condições financeiras para se deslocar sempre que necessário, consegue residir por um tempo no próprio no próprio hospital. A partir deste exemplo pode-se caracterizar a proposta escolar ocorrida neste hospital. Em geral as classes hospitalares decorrem de convênio entre as Secretarias Estaduais ou Municipais de Educação é Saúde.
Neste Hospital, atende-se o segmento da Ed.infantil e o primeiro segmento do Ensino Fundamental, os professores recebem orientação e treinamento pelo Instituto Helena Antipoff.
O espaço físico constitui-se de 02 salas de aula (inclusive uma secretaria), 01 salão adaptado em dois espaços e 03 enfermarias. O perfil discente da clientela atendida tem entre 06 e 15 anos é o número de crianças atendidas por mês é de aproximadamente (60 alunos). Em geral as crianças assistem de três a quatro horas diárias de aula e chegam a ter uma media de 10 aulas durante o período de internação.
A classe é composta por 4 professoras,01 pedagoga que coordena as atividade,01 professor de apoio.Estes professores possuem graduação na área de pedagogia e pós graduação na área da saúde e educação infantil,a pedagoga também tem graduação em Pedagogia e pós graduação na área da saúde.
A pedagoga é oriunda da rede Municipal onde atuava como profº de Educação Infantil e Ensino Fundamental, e foi convidada para coordenar a classe hospitalar, ela aceitou este convite em detrimento de um fato que ocorreu em sua vida: teve uma experiência ligada a questão da hospitalização, pois perdeu um ente querido, e quando ocorreu o convite, fez a opção de enfrentar de novo o ambiente hospitalar, e deixar seus 12 de magistério em escolas, para se dedicar a esta nova situação. Já esta neste hospital á 14 anos, 10 como coordenadora.
A presença do pedagogo no hospital, ressalta ela, auxilia na continuidade das atividades educativas e faz lembrar dos outros aspectos do paciente, voltando se para uma visão global da criança.A pedagoga considera que existe a necessidade de contemplar estudos nos cursos de Pedagogia sobre a área hospitalar, pois constatou através de suas vivências , que há profissionais despreparados atuando em classes hospitalares. Segundo Barbosa (1991).
"Quando se vêem numa enfermaria pediátrica (são raros, mas existem), a solução que encontram é improvisar, deixar-se levar pela intuição e o senso comum. O resultado é a impossibilidade de refletir criticamente sobre a realidade com que se defrontam e os procedimentos que adotam".
O planejamento é feito mensalmente em conjunto com toda a equipe, procura-se seguir o calendário escolar do currículo básico, e segundo a proposta da pedagoga, também são realizados passeios externos, pois acredita contribuir na melhoria dos pacientes internados. Este planejamento é feito de modo flexível, mas devem se ajustar as necessidades das crianças. Fazem-se reuniões mensais para discutir e planejar as atividades que serão dadas às crianças, assim como discute com os professores questões especificas relacionadas ao atendimento das crianças,a pedagoga preza a autonomia em relação ao trabalho dos professores, promovendo sempre discussões internas, mobilizando e energizando o que acontece em classe.
Nas atividades da classe utiliza-se muito jornal, pois toda equipe acredita que o jornal é um instrumento que esta sempre apresentando conhecimentos de novas descobertas e avanços. Um dos princípios do trabalho da equipe é o espírito de harmonia, a proposta pedagógica é buscar o lúdico para contribuir na formação e recuperação da criança, defende a pedagoga que "quem não se ajusta não consegue ficar, por que tem que ter dom" para lecionar nestas classes.
Toda a ação educativa desenvolvida no planejamento tem a leitura como eixo condutor e é através da leitura que norteiam suas ações. Isso porque se considera que a leitura no ambiente hospitalar é uma atividade agradável que, não só preenche o tempo ocioso, mas também propicia e dinamiza a compreensão e atribuição de sentido sobre o conteúdo a ser desenvolvido. Outro papel importante da leitura, principalmente da literatura infanto-juvenil, é a capacidade de despertar, estimular a fantasia, a imaginação, a criatividade e envolver emocionalmente a criança hospitalizada a ponto de amenizar o estado de ansiedade em que muitas se encontram.
As dificuldades apresentadas pela pedagoga, são em relação aos pais, que acreditam que seus filhos vão ter muita dificuldade em voltar á escola após sua recuperação, segundo ela, principalmente os da Ortopedia. Sendo assim o trabalho é voltado para conscientização dos pais e valorização das crianças, outra dificuldade é a alta rotatividade com que as crianças vão e vem,pois as mesmas vem com muitas diferenças, e deve ser ajustadas em pouco tempo.Tambémsalienta para outro fato, que é a morte da criança ,pois muitas não resistem a enfermidade e cada vez que há uma morte de seus alunos, se sente muito tristee explica que é muito difícil lidar com estas situações.
Segundo a pedagoga, na classe hospitalar, dá-se mais atenção à criança, tendo por objetivos o potencial das mesmas, sem codificá-los ou classifica-los.
As educadoras da Classe Hospitalar mostram-se sempre preocupadas com as dificuldades de seus alunos, tentando adequá-los o mais próximo possível dos conteúdos e do ambiente escolar em que estavam inseridos. Para uma melhor atuação pedagógica, faz-se uma avaliação diagnóstica dos seus alunos logo no início de sua internação, o que vai nortear suas ações nos desenvolvimentos das atividades em seu plano de aula.
Além disso, procuram desenvolver na sua prática diária atividades de acordo com o nível do aluno, levando em conta as dificuldades encontradas no momento. Nesse contexto trabalham com projetos pedagógicos, que estão sempre em consonância com os projetos que são desenvolvidos na escola de origem da criança, ou seja, na escola em que ela está matriculada. Os projetos vão direcionar os conteúdos, as metodologias como também as atividades, sempre de acordo com o nível de aprendizagem que se encontra aluno. A Classe Hospitalar trabalha com os mini - projetos, que se adaptam aos ambientes hospitalares e às condições de saúde do aluno.
Sobre as intervenções realizadas, a pedagoga cita as seguintes atividades que desempenham com as crianças internadas: leitura, dramatizações, teatro de fantoches, brincadeiras, desenho, pintura, recorte e colagem, montagem, música, jogos educativos, jogos recreativos, projeção de filmes, festas comemorativas, em algumas atividades extras ofertadas por outros profissionais que não pertencem ao quadro de funcionários do hospital, como projetos pedagógicos, teatros, coral e brincadeiras diversas.
Segundo a pedagoga, os resultados apresentados são sempre compensadores, as crianças reagem bem frente às atividades que lhes são ofertadas, assim como os pais e/ou acompanhantes, pois é comum pais e filhos brincarem juntos Considera que a realização de atividades recreativas favorece a recuperação da criança e a aceitabilidade do tratamento, a criança fica mais alegre e encara o hospital de uma outra maneira, aliviando sua ansiedade.

CONCLUSÃO

A classe hospitalar é uma modalidade de ensino cuja oferta está assegurada por lei, conforme demonstrado. No entanto, muitos alunos internados ou em tratamento de saúde estão sendo privados desse direito. Faz-se necessário uma política pública educacional voltada aos interesses desse público, pois eles sofrem pelas patologias e pelo afastamento de seus familiares e da escola.
Os atendimentos pedagógicos oferecidos aos alunos em hospitais ou até mesmo em domicílio devem ter o conhecimento da sociedade, para os que eventualmente necessitarem se afastar da escola por motivos de patologias possam usufruir desse benefício. O atendimento pedagógico hospitalar oferece recursos para a aprendizagem e para o desenvolvimento de crianças e adolescentes internados, minimizando as suas condições adversas potencializadas pela doença ou pelo tratamento, tais como insegurança e baixa auto-estima.
Considerando os objetivos deste artigo, concluímos que a função do pedagogo dentro das instituições hospitalares é mediar às relações entre a escola e a criança ou o adolescente internado, ensinando e dando continuidade aos conteúdos. Através deste estudo, percebemos que o pedagogo tem em seu âmbito também as funções de: participação no planejamento das atividades, a orientação aos professores e pais, e participação no desenvolvimento das atividades, ou seja, neste ambiente que é a classe hospitalar, observa-se a participação continua do pedagogo em todos os processos no qual esta inserido.
O pedagogo tem um grande trabalho a ser desenvolvido no hospital em conjunto com outros profissionais, pois se salienta que a criança enferma precisa de cuidados que vão além dos aspectos físicos e biológicos e, por este motivo, diversas áreas do conhecimento se integram em prol da continuidade do desenvolvimento global dos pequenos pacientes.

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

BARBOSA, Maria Carmem S. Atendimento Pedagógico as crianças em idade escolar internados no HCPA, Revista Prospectiva, nº 20, p. 36 – 38 1991.
BARROS, A.S. A Pratica Pedagógica em uma Enfermaria Pediátrica: Contribuições da Classe Hospitalar á inclusão do alunado. Revista Brasileira de Educação n.12, Set/Nov, p-84 e 93,1999.
BRASIL, República Federativa do Brasil. Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional. (Lei nº 9394/96). Brasília: Diário Oficial da União, 1996.
_________.Conselho Nacional dos Direitos da Criança e do Adolescente. Resolução nº. 41,13 de Outubro de 1995. Direitos da Criança e do Adolescente Hospitalizados. Diário Oficial de Brasília, 17 Out. 1995. Seção 1, pp.319-320.
________. Ministério da Educação, Cultura e Desporto. Política Nacional de Educação Especial. Secretaria Nacional de Educação Especial. Brasília, MEC/SEESP, 1994,66p.
CECCIM, RB. Classe Hospitalar: Encontros de Educação e da Saúde no Ambiente Hospitalar. Revista Pátio, Porto Alegre, ano 3,nº 10pp.41-44,Ago/Out 1999.
JORGE, W. A Formação de Professores em Classe Hospitalar. Monografia Apresentada para obtenção da Graduação em Pedagogia. UERJ-FEBF. Caxias, Março, 2003.
PIMENTA, SG. Formação de Professores: Identidade e Saberes da Docência. São Paulo. Cortez, 1999, pp.15-34.
ORITZ, LCM. Ensinando a alegria á classe Hospitalar. Vida, Saúde, Educação e Meio Ambiente. 7p. Jul/Set.1999.
REZENDE, Lucinea Aparecida de. (Org.). Tramando temas na Educação. Londrina: Ed. UEL, 2001.












Os 7 As: Bem estar e Qualidade de Vida

DEA Intervenção Psicossocioeducativa
Universidade de Vigo, Galícia, Espanha.
Prof. João Beauclair.

Os 7 A´s: Bem estar e Qualidade de Vida

1- Autoconhecimento

Sem ele, não dá para ser feliz.
Processos de autoconhecimento geram, pelo menos, duas importantes coisas em nossas vidas: a primeira é saber que aqui estamos de passagem e que, por isso mesmo, necessitamos fazer algo com esta nossa breve existência; a segunda, é termos a consciência plena do fato de sermos os únicos responsáveis por nossa evolução.

2- Amizade

Somente com a amizade nos é possível existência e evolução. Amizade, no seu sentido mais profundo, é uma relação onde o afeto entre as pessoas gera conhecimento mútuo, lealdade e confiança.

3- Amorosidade

Amorosidade é a qualidade do que é amoroso.
Amorosidade é o aqui e o agora, o presente que precisa ser intensamente vivido em sua plenitude.
Amorosidade é junção de autoconhecimento com amizade.

4- Autoestima

Autoestima envolve a amorosidade, o autoconhecimento e a amizade porque com esses movimentos ampliamos nossas crenças e nossas emoções auto-significantes, que se associam no nosso acionar cotidiano.
Relacionada aos nossos processos atitudinais corriqueiros, presentes no nosso dia a dia, é processo construído a partir do desejo de estar, de beme star vivendo a vida em suas coisas boas e também nas coisas não tão boas assim.
Autoestima pode ser um estilo de viver, mas dependendo da nossa fase atual, do momento pelo qual estamos passando, graus de variação podem acontecer.
Autoestima também se vincula ao desejar bem a si mesmo, para poder fazer o mesmo com as outras pessoas. Com a autoestima bem trabalhada em nós, sem dúvida alguma, vamos agregando imenso valores aos nossos processos de autoconfiança.

5- Autoconfiança

Autoconfiança é uma postura nossa, onde devemos saber, sentir, pensar e introjetar que seremos capazes de bem lidar com nossos próprios desempenhos e capacidades, mesmo quando isso nos exige disciplina e determinação. Afinal, tudo é trabalho de aprimoramento. Autoconfiança carrega em si mesmo a certeza de saber que iremos conseguir realizar algo, mesmo que seja acertar o ponto de um doce ou fazer uma receita culinária complicada, mas que seu desejo é fazer bem o prato escolhido.
Autoconfiança requer uma boa dose de resiliência, para poder enfrentar obstáculos e dificuldades, mas olhando para a conquista  com olhos de antecipação de futuro, acreditando no desejo.

6- Autoajuda

Apesar da popularização, nem sempre bem compreendida desta expressão ampliada com os sucessos editoriais de muitos e famosos livros, autoajuda é tão importante como qualquer uma das atitudes anteriormente citadas.
Para quem ainda não sabia, o termo autoajuda não é recente na literatura, pois o primeiro livro do gênero, intitulado "Auto-Ajuda" foi publicado em 1859 por Samuel Smiles.
Somente com nossos psiquismos limpos, longe de energias e movimentos que não nos favorecem neste sentido, que poderemos nos autoajudar.
O poder do pensamento negativo é tão forte como o pensamento positivo. Faça uma abertura de coração e mente e siga positivo, pois como Einsten um dia escreveu: "é melhor ser otimista e estar errado, do que ser pessimista e estar certo".

7- Abertura

Favorece nossas emoções e pensamento para "sentipensar" nossas realizações de metas, refletir sobre a real importância dos nossos desejos, amplia com clareza a manifestação daquilo que desejamos.
Estarmos abertos e receptivos exige a construção de uma postura nem sempre lembrada: a postura da entrega.
Vida não tem bula nem manual de instrução, mas sim possibilidades infinitas, onde o Universo pode manifestar opções nunca percebidas. Estarmos em processo de abertura é ousar, correr riscos, conectar-se com o seu coração. Com esta conexão, todos os nossos 7 A´s, Autoconhecimento, Amizade, Amorosidade, Autoestima, Autoconfiança, Autoajuda, Abertura, nos auxiliarão a sentir melhor as opções que o Universo nos doa diariamente.



A partir do texto do Prof. João Beauclair, chego a conclusão que:


A questão de aperfeiçoar-se sempre, faz parte do ser humano no intuito de sempre melhorar, isso inclui desde aprendizagens maiores (me refiro a estudo) quanto as cotidianas que são conversas, olhar atento, entre outras e assim visualizamos sonhos, algo sempre melhor.
Ao longo de nossas vidas acontecem também entraves que muitas vezes, nos fazem parar, porém, é importante ter em mente que tudo passa e surgirão novos desafios e outras formas de buscar o ideal de vida.
O ponto de partida é o autoconhecimento e amor próprio pois, de acordo com o texto, a vida só é possível inventada no amor e reinventada no mais amor, sendo assim, a partir do momento que amamos a nós mesmo e depois ao próximo, a nossa autoestima se torna elevada, o que é primordial em nosso cotidiano.
A partir do momento que temos o autoconhecimento, a autoestima elevada e a autoconfiança de forma favorável, aumentam e se concretizam, fazendo com que haja uma abertura para as mudanças que são necessárias em nossa vida.


Resumo feito por Mara Silva.
Montagem com fotos por Mara Silva by Google Imagens.

domingo, 5 de agosto de 2012

Projeto transforma quartos de hospitais em salas de aula


A Brinquedoteca Brasileira


Nylse Helena da Silva Cunha
ABB- Associação Brasileira de Brinquedotecas

As brinquedotecas no Brasil começaram a surgir nos anos 80.
Por ser um local onde as crianças permanecem por algumas horas, é um espaço onde acontece uma interação educacional. As pessoas que trabalham neste local, têm formação profissional, são educadores preocupados com a felicidade e com o desenvolvimento emocional, social e intelectual das crianças.
A brinquedoteca provoca reflexões e, por despertar pais e educadores para uma nova maneira de considerar a atividade infantil, provoca também alterações em escalas de valores. Pelo simples fato de existir, a brinquedoteca é um testemunho de valorização da atividade lúdica das crianças.
Além de resgatar o direito à infância, a brinquedoteca tenta salvar a criatividade e a espontaneidade da criança tão ameaçadas pela tecnologia educacional de massa.
O cultivo da sensibilidade e da criatividade são indispensáveis à formação de uma personalidade íntegra e à plena realização do homem. A brinquedoteca é o espaço onde existem as melhores condições para que isso aconteça, mas depende para tanto da correta formação de seus brinquedistas. Lá as crianças, criadoras do futuro que são, podem ser livres para descobrirem novos significados em resposta a novas experiências, ao invés de serem conduzidas para adquirir significados criados por outros.
A escola pode ensinar, a psicopedagogia pode cuidar dos problemas de aprendizagem, a psicologia pode resolver os problemas emocionais, a família pode educar, mas a brinquedoteca precisa preservar um espaço para a criatividade, para a vida afetiva para o cultivo da sensibilidade; um espaço para a nutrição da alma deste ser humano criança, que preserve sua integridade, através do exercício do respeito à sua condição de ser em formação.
Brinquedoteca é o espaço para brincar. Não é preciso acrescentar mais objetivos, é preciso valorizar a ação da criança que brinca, é preciso transcender o visível e pressentir a sociedade do fenômeno. Se as relações entre os brinquedistas e as crianças forem corretas, se tiverem a dimensão que podem e devem ter, resultados surpreendentes irão acontecer.


Resumo feito por Mara Silva.
Imagem by Google Imagens.

Brinquedo e Brincadeira


Tizuko Morchida Kishimoto
Professor Titular da Faculdade de Educação
Universidade e São Paulo USP / São Paulo / SP


Neste artigo vamos discutir as significações atribuídas aos brinquedos e brincadeiras em diferentes contextos sociais.
A partir da descoberta da infãncia e da associação da criança ao brincar, termos como brinquedos e brincadeiras conotam criança. A dimensão da criança está sempre presente, quando se analisam os brinquedos e brincadeiras.
O brinquedo entendido como objeto, suporte da brincadeira, supõe relação íntima com a criança, seu nível de desenvolvimento e indeterminação quanto ao uso, ou seja, a ausência de um sistema de regras que organize sua utilização. Uma boneca permite à criança desde a manipulação até brincadeiras como "mamãe e filhinha". O brinquedo estimula a representação, a expressão de imagens que evocam aspectos da realidade. Ao contrário, jogos, como xadrez, construção, exigem, de modo explícito ou implícito, o desempenho de habilidades definidas pela estrutura do próprio objeto e suas regras.
O brinquedo propõe um mundo imaginário à criança e representa a visão que o adulto tem da criança. O adulto introduz nos brinquedos imagens que variam de acordo com a sua cultura.
Cada cultura tem maneiras de ver a criança, de tratar e educar.
O vocábulo "brinquedo" não pode ser reduzido à pluralidade de sentidos do jogo, pois conota criança e tem uma dimensão material, cultural e técnica. Como objeto, é sempre suporte de brincadeira. É o estimulante material para fazer fluir o imaginário infantil, tendo relação estreita com o nível de seu desenvolvimento. E a brincadeira? É a ação que a criança desempenha ao concretizar as regras do jogo, ao mergulhar na ação lúdica. Pode-se dizer que é o lúdico em ação. Dessa forma, brinquedo e brincadeira relacionam-se diretamente com a criança e não se confundem com o jogo.

SANTOS, Santa Marli Pires dos Santos (org). Brinquedoteca: O lúdico em diferentes contextos. 4ªed. Petrópolis: Vozes, 1999.


Resumo feito por Mara Silva.
Foto by Google Imagens.


Jogos e Brinquedos Tradicionais

Professora Paula Simon Ribeiro
Comissão Gaúcha de Folclore
Porto Alegre/RS



Os jogos e brinquedos tradicionais são aqueles que por suas características de fácil assimilação, desenvolvimento de forma prazerosa, aspectos lúdicos e função em seu contexto, foram aceitos coletivamente e preservados através dos tempos, transmitidos oralmente de uma geração a outra. Foi vendo, ouvindo e participando que crianças de várias gerações aprenderam e ensinaram, usufruíram e nos legaram estas atividades que nós, educadores, pesquisadores e estudiosos em geral, chamamos de jogos tradicionais.
O brinquedo tradicional geralmente é criado ou confeccionado pela criança para a criança, dentro da concepção infantil de objeto de brincar. Também é produto da expressão artesanal do homem do povo que, em sua simplicidade, reproduz as formas que aprenderam com as gerações que o precederam. Este tipo de brinquedo faz parte do acervo de cultura espontâneo do povo.
Brinquedo industrializado é projetado pelo adulto para a criança, conforme a concepção que o adulto possui, não cabendo à criança criar ou acrescentar nada e, em muitos momentos, devido ao alto custo do objeto, nem mesmo brincar com liberdade. Quando o brinquedo é oferecido como prova de status, para satisfazer a vaidade do adulto, as recomendações quanto ao uso são tantas, que restringem a atividade lúdica.
A criança seleciona a apropria-se de elementos da cultura adulta incorporando-os ao seu universo infantil dando-lhes a forma de brincadeiras e, numa encantada forma de faz-de-conta, copia modelos e vivencia, a seu modo, o mundo adulto, desta forma preparando-se para o futuro, experimentando as atividades e realidades de seu meio. Brincar é meio de expressão, é forma de integrar-se ao ambiente que o cerca. Através das atividades lúdicas a criança assimila valores, adquire comportamentos, desenvolve diversas áreas de conhecimentos, exercita-se fisicamente e aprimora habilidades motoras. No convívio com outras crianças aprende a dar e receber ordens, a esperar sua vez de brincar, a emprestar e tomar como empréstimo o seu brinquedo, a compartilhar momentos bons e ruins, a fazer amigos, a ter tolerância e respeito, enfim, a criança desenvolve a sociabilidade.
A tradicionalidade e universalidade dos brinquedos e brincadeiras são comprovados através da história e da iconografia.
Brueghel, pintor flamengo (1525-1569), considerado o primeiro grande paisagista do Ocidente, preocupou-se em retratar cenas do cotidiano. Examinando atentamente alguns de seus quadros é possível identificar aproximadamente 70 brincadeiras ou brinquedos vigentes à época e que, ainda em nossos dias, fazem parte do acervo lúdico de nossas crianças.
Algumas dessas brincadeiras são perfeitamente identificadas, outras possuem a estrutura inicial conservada com modificações, explicadas pela dinâmica da transmissão oral do fato de cultura espontânea. A oralidade favorece o surgimento de variantes, bem como a adaptação ao contexto em que o fato está ocorrendo, a inclusão ou eliminação de elementos de acordo com o momento em que o fato é vivenciado.

CURIOSIDADES

Entre inúmeras brincadeiras e brinquedos tradicionais podemos citar alguns que se destacam:




PANDORGA
Pandorga, papagaio, pipa, arraia são diversas denominações para o mesmo brinquedo que, há milênios, diverte crianças e adultos do mundo todo.
De origem oriental, foi utilizada de diversas formas até transformar-se em brinquedo. Nas aldeias chinesas é portadora de mensagens aos deuses e, em tempos de guerra, em 196 aC, foi instrumento de comunicação nas mãos do General chinês Han-Sin que, através de uma pipa, enviava notícias para uma aldeia sitiada; foi útil em experiências científicas de Benjamin Franklin; serve de biruta para verificar a direção dos ventos e, durante a Segunda Guerra Mundial, gigantescas pandorgas enviavam espiões aos ares. No litoral do Rio Grande do Sul e de Santa Catarina, em zonas pequeiras, é utilizada para levar linhas e espinhéis de pesca para dentro do mar.


SAPATA

Sapata ou amarelinha é jogo universal, com variantes na representação gráfica e nas regras que, como toda brincadeira espontânea, é estabelecida pelos participantes.
Segundo historiadores idôneos, as estradas feitas de pedra por onde passavam as legiões de soldados durante a expansão do Império Romano eram ideais para este tipo de divertimento, que foi assimilado e preservado pelas crianças.




BOLINHAS DE VIDRO
Inhaque, gude, bolitas ou qualquer outro nome que possa ter, é o jogo favorito dos meninos em qualquer tempo ou lugar.

De origem muito remota, veio para o Brasil na bagagem dos colonizadores e, através dos tempos, sofreu modificações e adaptações de acordo com o contexto cultural, conservando sua estrutura básica, de jogo infantil de rua, essencialmente masculino (embora muitas meninas o pratiquem). É também considerado um jogo cíclico, que aparece com mais intensidade após as chuvas, quando os pátios, ruas ou campos estão molhados, impedindo as brincadeiras que requerem mais espaço.


PIÃO


A origem do pião remonta à Antiguidade Clássica (Grécia e Roma) e foi introduzido na América pelos portugueses.

Participam dois ou mais jogadores, que desenham um círculo no chão onde o pião deve ser lançado e ficar rodando sem sair dos limites da linha. Se sair fora, perde. Há outra modalidade em que o jogador deve lançar o pião contra outro que está rodando com o objetivo de afastá-lo, ou, em casos menos comuns, de parti-lo, vencendo o jogo e inutilizando o brinquedo do companheiro.
Em muitos casos porém as crianças brincam apenas de fazer seu brinquedo girar o maior tempo possível.

PERNAS DE PAU



Também chamada de "andas". É muito antiga, aparecendo em destaque na obra de Brueghel.
Constitui-se por dois sarrafos de dois ou três metros de comprimento com um suporte para os pés a uma altura de acordo com o tamanho da criança que vai utilizar. A criança sobe neste apoio, mantendo as traves presas sob os braços de modo que possa movimentar as pernas à vontade.


CINCO MARIAS


Brincadeira muito antiga, de origem remota, conhecida na Antiguidade Clássica conforme pode ser vista em pinturas em ânforas gregas e outras representações iconográficas. Possivelmente divulgado através da Europa pelos legionários romanos.
Joga-se com cinco pedinchas ou saquinhos de pano com enchimento de grãos ou areia. Com uma mão joga-se uma pedrinha para cima enquanto com a outra juntam-se as outras pedinchas, uma a uma, aos pares, trios ou todas de vez. Este jogo desenvolve atenção e habilidades motoras.


BONECA


É um dos mais antigos objetos de brincar que a humanidade conheceu. Confeccionada com os mais diversos materiais, foram objetos de culto religioso, de decoração e de entretimento para as crianças. Culturalmente são destinadas às meninas, como uma preparação para as futuras funções da maternidade.
No Brasil surgiram, aproximadamente, em 1806, com a vinda da família real, ficando entretanto restritas à corte. No início do século XX chegaram aos lares da classe média as bonecas importadas da Europa, mais precisamente de Nuremberg, na Alemanha, onde estavam localizadas as mais importantes fábricas de brinquedos. Depois de 1945 começam a ser fabricadas em série no Brasil e, a partir de 1950, são copiados os modelos americanos de bonecas loiras, altas, de olhos azuis.
Na atualidade existem de todos os tipos imagináveis, com características de moças, crianças, bebês, que falam, choram, andam. Comem e até fazem xixi. A variedade é imensa e todos os gostos podem ser satisfeitos. Bonecos soldados e super-heróis despertam o interesse também de meninos, dismistificando a idéia de boneca ser brinquedo apenas de meninas.
Popularmente a bruxinha de pano ocupa os espaços nos lares mais humildes, como objeto de brinquedo para as meninas menos favorecidas economicamente. Em sua confecção são utilizados retalhos, linha, algodão, lã em pasta para o enchimento e sobras de lã em fios para os cabelos, que podem ser feitos também com pedaços de pelego ou corda.
Graças à obra de Monteiro Lobato, utilizada pela televisão na série "O sítio do pica-pau amarelo", a bruxinha Emília tornou-se conhecida e amada em todo o Brasil.
Muitos outros brinquedos tradicionais estão vigentes no repertório lúdico da criança do século XX, como o bilboquê, jogo de taco, corda de pular, peteca etc. Quando a criança moderna cansa de navegar em seu computador, distrai-se com as mesmas brincadeiras que as crianças das gerações anteriores.




SANTOS, Santa Marli Pires dos (org). Brinquedoteca: O lúdico em diferentes contextos. 4ªed. Petrópolis: Vozes, 1999.

Resumo e montagem com fotos feito por Mara Silva.
Imagens by Google Imagens.